Quanto tempo deve durar um encontro para brincar? Como acertar a medida
Um encontro para brincar pode começar muito bem e terminar numa poça de choro, e muitas vezes o culpado não são as crianças nem os brinquedos, e sim o relógio. A criança pequena tem uma quantidade limitada de fôlego social, e quando ele acaba, até os melhores amigos começam a arrancar brinquedos, fazer manha e desabar. Se você já se perguntou se o encontro durou demais e quanto tempo deve durar um encontro para brincar, está fazendo exatamente a pergunta certa.
Brincadeira boa tem prazo de validade
Brincar com outra criança é divertido, mas também é trabalho pesado. Dividir, negociar, segurar os impulsos e ler o amigo puxam do autocontrole ainda em desenvolvimento da criança pequena. Como todo esforço, isso cansa. É por isso que uma visita que estava uma delícia aos quarenta minutos pode azedar aos noventa. Terminar antes desse muro, e não depois, é a coisa mais importante que você pode fazer para deixar todo mundo com uma lembrança feliz.
Referências aproximadas por idade
Cada criança é de um jeito, mas estes pontos de partida ajudam a evitar um encontro que dura demais:
- Crianças de um a dois anos: mais ou menos 45 minutos a uma hora.
- Crianças de três anos: cerca de uma hora a noventa minutos.
- Crianças de quatro a cinco anos em diante: muitas vezes até duas horas.
Trate isso como um rascunho, e não como regra. Uma dupla descansada e acostumada, num ambiente calmo, pode esticar mais sem problema, enquanto uma criança cansada, uma amizade novinha ou um ambiente muito estimulante pedem algo mais curto. O temperamento da sua criança importa mais do que os números.
Observe a criança, e não só o relógio
As próprias crianças avisam quando já deu, se você souber o que procurar. Briguinhas crescendo por causa de brinquedos, vozes mais ríspidas, grude, bobagem que vira bagunça, olhos sendo coçados ou uma recusa repentina a dividir são sinais de que o tanque está esvaziando. A habilidade é perceber os primeiros desses sinais e começar a encerrar nessa hora, enquanto ainda há boa vontade no ambiente, em vez de esperar a crise completa forçar o fim.
Termine em alta
A regra de ouro é terminar enquanto as coisas ainda estão indo bem. Parece contraditório interromper uma brincadeira que está correndo bem, mas um encontro que termina numa nota boa deixa as duas crianças com vontade de repetir. Esticar "só mais um pouquinho" quase sempre significa pagar por esses minutos extras com uma despedida difícil. Pare enquanto está ganhando, e a amizade agradece.
Crie uma desacelerada suave
Finais bruscos sacodem a criança pequena, então dê um formato ao fim. Um aviso alguns minutos antes ajuda: "Mais duas escorregadas e depois a gente arruma." Um pequeno ritual de encerramento, como um lanche juntos, uma última história ou uma musiquinha de tchau, mostra que a diversão está chegando ao fim, e não sendo arrancada. Uma transição calma muitas vezes evita justamente o choro que você queria evitar.
Prepare para dar certo desde o começo
Dá para proteger a duração antes mesmo de o encontro começar. Combine um horário de término com os outros pais, para que ninguém fique na dúvida, e escolha um horário em que as duas crianças estejam descansadas e alimentadas, e não perto da hora da soneca. Faça os primeiros encontros com um amigo novo curtos de propósito e vá aumentando conforme a dupla mostra que dá conta. É muito mais gentil deixar as crianças com gostinho de quero mais do que esticar até elas ficarem destruídas.
Quando já está dando errado
Se você errou a mão e as coisas estão desandando, não force a brincadeira a seguir mancando. Encurte um pouco, redirecione para uma atividade mais calma e mais separada, como um lanche ou um desenho curto se o combinado permitir, e encerre com delicadeza. Não há fracasso nenhum em terminar mais cedo. Um encontro curto e gostoso ganha de um longo e tenso sempre, e ninguém lembra a duração, só como foi.
Quando pensar um pouco mais
Crises de cansaço no fim de um encontro são comuns e não preocupam. Pode valer uma conversa com o pediatra ou com a professora de referência da creche se a criança não consegue, com frequência, aguentar nem encontros curtos e no horário certo, fica extremamente angustiada, sem consolo, em quase todos os ambientes de grupo independentemente da duração ou parece sobrecarregada com níveis comuns de barulho e companhia de um jeito que se destaca das outras crianças. São sinais para uma conversa de apoio e algumas ideias sob medida, e não para um problema no seu planejamento.
Para levar com você
Para saber quanto tempo deve durar um encontro para brincar, lembre que o fôlego social é limitado e depende da idade. Use as referências aproximadas por idade como ponto de partida, observe a criança em busca dos primeiros sinais de cansaço e, acima de tudo, termine enquanto a diversão ainda está correndo. Uma visita curta e feliz que termina em alta constrói amizades muito mais fortes do que uma maratona que acaba em choro.
Para guardar: Ajuste o encontro ao fôlego social da criança, observe os primeiros sinais de cansaço e termine enquanto as coisas ainda estão indo bem.