Brincadeiras cooperativas para crianças que não gostam de competir
Nem toda criança floresce ganhando e perdendo. Para algumas, um jogo competitivo é pura diversão, mas para outras significa ansiedade, choro na derrota ou recusa total de participar. Se a sua criança é do segundo tipo, você não está criando alguém sem espírito esportivo, está criando uma criança cujo temperamento, ou cuja fase de desenvolvimento, simplesmente ainda não curte a pressão. A boa notícia é que existe um mundo inteiro de brincadeiras cooperativas para crianças, construídas sobre colaboração e diversão compartilhada.
Por que algumas crianças não gostam de competir
Perder é realmente difícil para a criança pequena. As emoções são grandes, o autocontrole ainda está crescendo e muitas leem a derrota como "eu não sou boa o bastante", e não como "eu não ganhei esta rodada". Crianças sensíveis ou ansiosas, principalmente, podem achar esmagadora a estrutura de vencedores e perdedores. Isso é normal para o desenvolvimento, e empurrar a criança para a competição antes de ela estar pronta costuma ensinar que brincar em grupo é estressante, o contrário do que você quer.
A força da brincadeira cooperativa
As brincadeiras cooperativas viram o jogo. Em vez de as crianças jogarem umas contra as outras, elas trabalham juntas por um objetivo comum, então todo mundo ganha ou o desafio é vencido em equipe. Isso tira o ferrão da experiência e deixa a criança que não gosta de competir relaxar na diversão. E constrói, sem alarde, exatamente as habilidades sociais que mais importam: se comunicar, revezar, ajudar o outro e comemorar juntos, e não às custas de alguém.
Brincadeiras cooperativas para experimentar
Aqui vão algumas brincadeiras em grupo fáceis e sem pressão, que pedem pouco ou nenhum material:
- Balão no ar: todo mundo junto para impedir que o balão encoste no chão.
- Brincadeiras de paraquedas ou de lençol: levantar, balançar e rolar uma bola juntos.
- Construir uma torre ou uma cabana em equipe, com uma meta comum para alcançar.
- Siga o mestre, ou brincadeiras de imitar movimentos em que ninguém sai.
- História em grupo, cada criança acrescentando uma frase para construir o conto juntas.
Nenhuma dessas brincadeiras produz um perdedor, e todas dão às crianças a alegria de fazer algo juntas. Funcionam muito bem em festas e encontros para brincar, quando você quer todo mundo incluído e ninguém chorando.
Adapte os jogos competitivos
Você não precisa banir todos os jogos competitivos. Muitas vezes um pequeno ajuste tira a pressão. Na estátua, em vez de sair, a criança que se mexe ajuda a julgar a próxima rodada ou ganha um papel divertido. Jogue "só por diversão" e pule a contagem de pontos. Valorize o recorde pessoal em vez de ganhar dos outros: "Você consegue pular mais longe do que da última vez?" Essas pequenas mudanças deixam a criança nervosa curtir o formato do jogo sem a parte que a desmonta.
Foque no esforço e na diversão
Seja qual for a brincadeira, mantenha o holofote em participar e se divertir, e não em quem chegou primeiro. Elogie o processo: "Vocês trabalharam tão bem em equipe" ou "Você não desistiu, que demais." Isso ajuda a criança a construir uma relação saudável com a brincadeira, baseada em prazer e crescimento, e não em resultado. Com o tempo, essa base até facilita lidar com a competição, porque o valor que a criança dá a si não depende de ganhar.
Chegue à competição aos poucos
Muitas crianças passam a gostar de jogos competitivos conforme as habilidades emocionais amadurecem, e dá para apoiar isso com delicadeza. Comece com brincadeiras cooperativas e de pouco peso, mostre espírito esportivo, ganhe e perca joguinhos dando de ombros e sorrindo e converse sobre como é perder sem fazer disso um drama. Não há pressa. A criança que aprende primeiro que brincar é divertido e seguro tem muito mais chance de lidar com ganhar e perder depois do que a que foi empurrada para a competição cedo demais.
Leia a sua criança
Cada criança é de um jeito, então observe a sua. Algumas não gostam de nenhuma competição, outras só se importam em perder no que gostam, outras ficam bem desde que nenhum adulto esteja contando pontos. Repare no que leva a criança à angústia e ajuste. Não há vergonha nenhuma em escolher brincadeiras cooperativas na maior parte do tempo se é isso que deixa a criança participar feliz. Inclusão e diversão importam muito mais do que ganhar nessa idade.
Quando olhar um pouco mais de perto
Não gostar de competir é uma diferença normal de temperamento, e não um problema. Pode valer uma conversa com o pediatra ou com a professora de referência da creche se a criança fica extremamente angustiada, sem consolo, com qualquer forma de derrota ou desafio em todos os ambientes, se a reação é tão intensa que a impede de participar de qualquer brincadeira em grupo ou se vier junto com outras preocupações com ansiedade, emoções ou convivência com outras crianças. São sinais para uma conversa de apoio, e não sinais de que preferir brincadeiras cooperativas seja preocupante.
Para levar com você
Para crianças que não gostam de competir, aposte nas brincadeiras cooperativas, em que todos trabalham por um objetivo comum e ninguém sai. Adapte os jogos competitivos para tirar o ferrão, mantenha o foco no esforço e na diversão, e não em ganhar, e chegue à competição aos poucos conforme a criança amadurece. Leia a sua criança, comemore o trabalho em equipe mais do que os troféus e lembre que uma criança feliz e incluída é a verdadeira vitória.
Para guardar: Brincadeiras cooperativas, em que as crianças jogam juntas e não umas contra as outras, deixam a criança que não gosta de competir participar feliz e ainda constroem trabalho em equipe e revezamento.