Quando a criança prefere um dos avós

Pode doer em silêncio. Um avô ganha o abraço correndo na porta, enquanto o outro ganha um olhar tímido e um ombro virado. Às vezes é justamente o que mais se esforça que fica de escanteio. Preferências fortes assim são muito comuns na primeira infância, raramente significam o que o avô deixado de lado teme e quase sempre mudam com o tempo.

A resposta curta

Quando a criança prefere um dos avós, geralmente é por familiaridade, temperamento e momento, e não pela profundidade do amor. Lide com isso mantendo a neutralidade, sem pressão, e construindo aos poucos a relação menos preferida, em vez de forçar a proximidade.

Por que as crianças escolhem favoritos

Crianças pequenas criam preferências fortes, às vezes ferozes, e expressam essas preferências sem nenhum filtro social. O favorito pode ser simplesmente o avô que ela vê mais, aquele cuja energia combina com a dela, o que faz as brincadeiras de que ela gosta ou o que por acaso estava por perto numa fase feliz. As preferências também mudam muito, então o favorito deste mês pode ser o "oi" tímido do mês que vem. É uma parte normal de como as crianças pequenas entendem as próprias relações, e não um julgamento pensado.

O que observar primeiro

Observe o provável motivo da preferência, porque ele aponta para a solução mais gentil. Um dos avós mora perto e o outro longe? Um é brincalhão e o outro mais reservado? Algo assustou ou sobrecarregou a criança recentemente com o avô menos preferido? Observe também os sentimentos dos adultos. O avô deixado de lado pode estar magoado de verdade, e o preferido pode, sem querer, esfregar isso na cara do outro. Ler o clima emocional ajuda você a conduzir todo mundo com carinho.

Um plano para lidar com carinho

  • Mantenha a neutralidade e nunca dê bronca nem envergonhe a criança pelo que ela sente.
  • Evite empurrar o avô menos preferido para cima da criança, o que costuma sair pela culatra.
  • Crie atividades em comum, sem pressão, que deixem o vínculo mais quieto crescer de lado.
  • Tranquilize em particular o avô deixado de lado: é uma fase, não um veredito.

Protegendo a criança

O mais importante é que a criança nunca se sinta culpada por uma preferência que ela não controla. Não force pedidos de desculpa, não insista em abraços e não chame a criança de malvada. Empurrar uma criança relutante na direção de um avô tende a firmar a relutância. Em vez disso, respeite o sentimento e abra a porta aos poucos. Quando a criança prefere um dos avós, um jeito tranquilo e sem pressão protege tanto a sensação de escolha dela quanto a disposição de, mais tarde, se aproximar.

Ajudando o avô deixado de lado

Um avô que recebe um ombro frio pode sentir muito, então um pouco de conforto em particular ajuda bastante. Explique que as preferências nessa idade têm a ver com familiaridade e momento, que mudam o tempo todo e que não dizem nada sobre o valor dele. Depois ofereça um caminho prático. Sugira que siga os interesses da criança, brinque em vez de exigir carinho, passe um tempo a sós com ela numa atividade em comum e, acima de tudo, tenha paciência. O avô que relaxa e para de correr atrás costuma ser aquele de quem a criança se aproxima em seguida.

Construindo o vínculo mais quieto

A conexão com o avô menos preferido cresce melhor no fazer, e não na pressão por carinho. Monte situações em que eles dividam algo de que a criança gosta: fazer bolo, montar um jogo de encaixe, caminhar até a praça para dar comida aos patos, uma história preferida. Um tempo a sós, sem o avô mais popular por perto, tira a competição e deixa nascer uma afinidade mais suave. O contato regular e tranquilo constrói a familiaridade em que as preferências tantas vezes se baseiam. Com tempo e leveza, a maioria dos vínculos mais quietos esquenta bastante.

O que está e o que não está nas suas mãos

Você pode dar o tom, criar oportunidades e tranquilizar os adultos. Não pode ditar os sentimentos da criança, e tentar forçar carinho quase sempre atrasa as coisas. Alguma diferença entre as relações é normal e permanente, assim como os adultos se dão melhor com alguns parentes do que com outros. Busque uma relação carinhosa e respeitosa com cada avô e cada avó, e não uma adoração perfeitamente igual, que nenhuma família tem de verdade.

Quando uma aversão forte merece um segundo olhar

Uma preferência que muda não é motivo de preocupação. Vale prestar mais atenção se a criança desenvolver de repente um medo intenso de um avô específico, ficar angustiada de um jeito que parece desproporcional ou mudar muito de comportamento perto de uma pessoa. Na maior parte das vezes há uma explicação inocente, mas confiar no seu instinto e investigar com delicadeza é sempre razoável, e o pediatra pode ajudar você a pensar no assunto se algo parecer estranho.

Para levar com você

Quando a criança prefere um dos avós, quase sempre é uma característica passageira da primeira infância, e não uma rejeição duradoura. Mantenha a criança livre de culpa, tire a pressão e cultive aos poucos o vínculo mais quieto com diversão em comum. Tranquilize o avô deixado de lado: a paciência vence. Com o tempo, a maioria das crianças distribui o carinho de forma muito mais equilibrada, e o avô que esperou sem empurrar costuma ser recompensado com carinho.

Para guardar: Nessa idade, favoritos têm a ver com familiaridade e momento, e não com amor. Nunca envergonhe a criança, tire a pressão e construa o vínculo mais quieto com calma, por meio de brincadeiras em comum.

AAP HealthyChildren, Family Dynamics

NHS, Separation anxiety