Quando os avós comparam os netos: o que os pais podem dizer

"Pois o seu primo já falava frases inteiras com dois anos." "Esse aí é muito mais adiantado do que a prima era." Comparações entre primos muitas vezes escapam da boca dos avós sem nenhuma má intenção, mas podem ir minando a confiança da criança em silêncio e deixar os pais em alerta na hora. Saber como responder no momento mantém o clima carinhoso e, ao mesmo tempo, encerra a comparação.

A resposta curta

Quando os avós comparam os netos, o que os pais dizem importa no momento e depois. Um redirecionamento curto e gentil protege a criança na frente deles, e uma conversa em particular mais tarde impede que isso vire padrão. Você não precisa escolher entre a criança e a paz na família.

Por que as comparações escapam

Comparar é um hábito profundamente humano, e os avós muitas vezes fazem isso por orgulho, curiosidade ou simples conversa fiada, e não por maldade. Alguns vêm de uma geração que via os marcos como um placar. Outros acreditam de verdade que estão incentivando a criança. Entender isso ajuda você a responder sem raiva, porque a maioria dos avós que comparam ficaria horrorizada ao pensar que magoou alguém. É o efeito, e não a intenção, que você está administrando.

Por que as comparações importam para as crianças

As crianças, mesmo as pequenas, absorvem o clima emocional em volta. Ser medida pelo primo pode plantar cedo a semente do "não sou capaz o bastante" ou gerar rivalidade entre crianças que poderiam ser próximas. O desenvolvimento não é uma corrida, e as crianças alcançam os marcos comuns numa faixa ampla de idades, que não diz nada sobre o valor nem sobre o futuro delas. Proteger a criança da mentalidade de placar é algo real e que vale a pena.

O que observar primeiro

Observe se a criança está ouvindo e se já tem idade para entender, porque isso muda a urgência da sua resposta. Um comentário feito em cima de um bebê dormindo pede um toque mais leve do que um feito na frente de uma criança de quatro anos prestando atenção. Observe também se é algo isolado ou um hábito. Um comentário solto pode ser desviado com delicadeza; uma narração que compara os primos em todo encontro merece uma conversa de verdade, em particular.

O que dizer na hora

  • Redirecione com carinho: "Os dois estão indo muito bem, cada um do seu jeito."
  • Diga uma qualidade da sua criança: "Gosta de fazer as coisas no seu tempo, e com muito capricho."
  • Coloque o enquadramento com leveza: "A gente tenta não comparar, eles são pessoinhas tão diferentes."
  • Mude o assunto para algo que as crianças têm em comum, como uma brincadeira de que as duas gostam.

O que dizer depois, em particular

Se um avô continua comparando, uma palavra tranquila longe das crianças ajuda. Fale com gentileza e de forma concreta: diga que prefere que os primos não sejam medidos um pelo outro, que isso pode abalar a confiança e que você adora o quanto cada um é diferente. Falar das duas crianças, e não só da sua, evita soar na defensiva. A maioria dos avós, quando percebe o efeito, amolece rápido, principalmente se você oferecer uma frase melhor, como comemorar o avanço de cada criança em si.

O que está e o que não está nas suas mãos

Você pode moldar as suas respostas e colocar um limite claro e amoroso. Não pode reescrever da noite para o dia o jeito como os avós aprenderam a pensar sobre crianças, e uma comparação solta não vai marcar a criança para sempre. A sua mensagem constante em casa, de que cada um cresce no seu ritmo e é amado exatamente como é, pesa muito mais do que um comentário de vez em quando. Muitas vezes, o que os pais dizem à própria criança depois importa mais do que o que dizem aos avós.

Reparando com a criança

Se a criança ouviu uma comparação e pareceu murchar, um pequeno reparo ajuda muito. Dê nome ao assunto com simplicidade e carinho: "Cada pessoa aprende as coisas num tempo diferente, e eu adoro o seu jeito." Evite fazer drama, o que pode aumentar um comentário que a criança talvez nem tivesse levado a sério. Um conforto dado com calma, uma vez, costuma funcionar melhor do que um longo discurso. A sua tarefa é ser o espelho firme que devolve à criança a imagem de que ela basta.

Quando a comparação esconde uma preocupação real

Às vezes uma comparação esbarra numa dúvida real sobre o desenvolvimento, e vale separar as duas coisas. Se o comentário dos avós, ou o seu próprio instinto, deixar você realmente na dúvida se a criança está alcançando os marcos, a resposta não é competir com um primo, e sim conferir com um profissional. O pediatra pode avaliar o desenvolvimento da criança com as referências certas, como as da Caderneta da Criança, e tranquilizar ou oferecer apoio. Primo nunca é a régua certa.

Para levar com você

As comparações dizem mais sobre quem compara do que sobre qualquer uma das crianças. Quando os avós comparam os netos, o que os pais podem dizer se resume a um redirecionamento calmo na hora, uma conversa em particular se a coisa se repetir e um conforto constante para a criança por baixo de tudo. Proteja a sensação da criança de que ela basta, comemore cada primo do jeito dele e deixe o placar sumir em silêncio.

Para guardar: O desenvolvimento não é uma corrida. Redirecione as comparações com carinho na hora, fale do padrão em particular e continue dizendo à criança que cada um cresce no seu ritmo.

CDC, Positive Parenting Tips

NHS, Children's development