Birra na viagem: como lidar com as crises da criança pequena no dia de viajar
Em algum lugar entre o despertar cedinho, a soneca perdida, a comida estranha e a terceira hora presa num assento, muitas crianças pequenas simplesmente desmoronam. Uma birra na viagem pode parecer constrangedora num ônibus lotado ou numa sala de embarque, mas raramente é desafio. Normalmente é um sistema nervoso pequeno que chegou ao fim da linha. Entender por que acontece, e ter um plano para o momento em que acontece, tira uma quantidade enorme de estresse de viajar com os pequenos.
Por que o dia de viagem é a tempestade perfeita
Quase tudo o que mantém uma criança pequena regulada é arrancado num dia de viagem. O sono é interrompido, as refeições atrasam ou são diferentes, não há onde correr, o ambiente é barulhento e cheio de estímulo, e a noção de o que vem depois sumiu. E ainda por cima ela percebe a sua tensão. Uma crise nessas condições não é sinal de que você fez algo errado; é o que acontece quando os recursos de uma criança pequena para lidar com as coisas se esgotam mais rápido do que conseguem ser repostos.
A prevenção faz quase todo o trabalho
Não dá para tirar uma criança pequena de uma crise argumentando depois que ela começou, então o trabalho de verdade acontece antes. Proteja o básico sem dó: algo na barriga, água em dia e o sono guardado, mesmo que seja uma soneca no carrinho ou um descanso no seu colo. Encaixe movimento sempre que puder, porque uma criança que pôde andar, escalar e se remexer aguenta muito melhor o próximo trecho sentada. Baixe também as suas expectativas para o dia. Dia de viagem é para sobreviver com um humor razoável, e não para comportamento perfeito.
Leia os sinais de alerta
A maioria das crises dá alguns minutos de aviso para quem está atento. Manha, grude repentino, coçar os olhos, pavio mais curto, ficar quieta e molinha ou, ao contrário, elétrica e alvoroçada, tudo isso indica que a criança está chegando ao limite. É nessa hora que você age. Ofereça um lanche, água, um colo, uma mudança de cenário, ou diminua o barulho e os estímulos em volta. Pegar a balançada no começo é muito mais fácil do que reverter uma tempestade completa.
Quando estourar, seja quem mantém a calma
Quando a birra está a todo vapor, argumentar, negociar e ameaçar não funcionam, porque a parte pensante do cérebro da criança saiu do ar por um tempo. O que ajuda é a sua presença calma e firme. Abaixe na altura dela, mantenha a voz baixa e carinhosa e mantenha a criança segura. Algumas crianças querem colo; outras precisam de um pouco de espaço com uma mão por perto. Dê nome ao sentimento de forma simples, "você está muito cansado e bravo, isso é difícil mesmo", ou "muito cansada e brava", em vez de mandar parar. Você é a âncora, e a sua firmeza ajuda a tempestade dela a passar.
Mude de lugar, se der
Você não deve a um avião cheio de estranhos uma criança perfeitamente quieta, mas mudar de ambiente muitas vezes ajuda todo mundo. Se você conseguir levar a criança para um canto mais calmo, o espaço entre os vagões, um canto do terminal, uma caminhada pelo corredor do avião, o movimento e a diminuição dos estímulos muitas vezes acalmam as coisas. Uma mudança de cenário interrompe a espiral e dá à criança algo novo em que focar.
Deixe as pequenas coisas para lá
Dia de viagem não é hora de ganhar batalhas sobre qual copo, qual lugar ou se a meia fica no pé. Escolha o conforto em vez do princípio. Se deixar a criança segurar o cartão de embarque, sentar no seu colo ou ver um desenho pela décima vez mantém a paz, é uma troca sensata, e não mimo. Dá para voltar aos limites de sempre quando estiverem em casa e todo mundo descansado. Na estrada, escolha o caminho que mantém o dia andando.
Cuide de você também
O seu próprio estado importa muitíssimo, porque a criança pequena pega emprestada a calma dos adultos em volta. Viajar é exaustivo, e um adulto esgotado tem muito mais dificuldade para manter a paciência. Faça as suas micropausas quando der, reveze com quem está junto, respire e perdoe os momentos em que você lidou com as coisas de um jeito menos que perfeito. Os outros pais que estão olhando quase sempre têm empatia; sabem exatamente como é. O estranho que reprova é mais raro do que a parte ansiosa do seu cérebro sugere.
Depois da tempestade
As crises acabam e, quando acabam, a criança precisa de reconexão, e não de sermão. Um colo, um pouco de água, um momento quieto juntos ajudam a criança a se recuperar e mostram que a relação de vocês sobreviveu à tempestade. Não precisa remoer. Quando ela estiver calma, sigam o dia com delicadeza.
Quando é mais do que cansaço
Crises de vez em quando em dias de viagem são completamente normais e não são uma questão de saúde. Preste atenção, porém, se a criança parecer inconsolável de um jeito diferente, estiver com febre, segurando ou puxando a orelha, recusando toda comida e bebida, ou realmente doente, e não só sobrecarregada. Um sofrimento causado por dor ou doença pede outra resposta, e vale buscar orientação se você desconfiar de que a criança está doente, e não só no limite.
Para guardar: Previna protegendo a comida, o sono e o movimento, perceba os primeiros sinais e, quando a tempestade estourar, seja a âncora calma, e não o negociador.