Como combinar as regras da criança com os avós sem brigar

Os avós são um dos maiores presentes na vida de uma criança, e uma das fontes mais comuns de tensão silenciosa na família. Você quer os avós por perto, envolvidos e adorados, e também quer que a sua hora de dormir, a sua regra do doce ou o seu limite de tela sejam respeitados. Quando a geração que criou você tem ideias firmes, combinar as regras pode ser delicado. Não precisa virar uma guerra, e raramente vira.

Comece pelo amor em comum, não pelas regras

Antes de qualquer conversa sobre limites, ajuda lembrar que vocês estão todos do mesmo lado. Avós que questionam uma regra quase sempre fazem isso por amor, não por desafio. Dizer isso em voz alta, "eu sei o quanto vocês adoram essa criança e querem ver todo mundo feliz", tira o calor da conversa antes mesmo de começar. Combinar limites com os avós corre muito melhor quando começa pela gratidão, e não por uma lista de reclamações.

Separe o indispensável do que seria bom

Nem toda diferença merece uma conversa. Separe as regras que realmente importam das que dá para deixar passar. Segurança, alergias, remédios, cadeirinha do carro e sono seguro são inegociáveis. Um biscoito a mais na casa da vó, dormir um pouco mais tarde no sábado ou ver mais um desenho muitas vezes estão ótimos e fazem parte da graça de ter avós. Guardar a firmeza para o que realmente conta aumenta muito a chance de essas coisas serem respeitadas.

Explique o porquê, não só a regra

Os avós criaram filhos em outra época, às vezes com orientações realmente diferentes, então uma regra óbvia para você pode parecer estranha ou exagerada para eles. Em vez de só afirmar a regra, conte o motivo. Explicar que as orientações sobre sono, introdução alimentar ou cadeirinha mudaram, e mostrar o que se recomenda hoje, ajuda o avô ou a avó a atualizar o próprio retrato em vez de sentir que a criação que deram está sendo criticada. A maioria dos avós muda de ideia rápido quando entende o porquê.

Limites como um plano do time

A palavra "regras" faz qualquer um se sentir levando bronca. Tente apresentar os limites como algo que vocês estão combinando juntos pelo bem da criança, e não como ordens de cima para baixo. "A gente pode combinar como fazer a hora de dormir quando a criança dormir aí?" convida à parceria; "você tem que colocar na cama às 19h" convida ao ressentimento. Avós que se sentem consultados têm muito mais chance de sustentar o combinado do que os que se sentem administrados.

Deixe as pequenas coisas passarem

As crianças conseguem perfeitamente aprender que lugares diferentes têm regras diferentes. Elas entendem rápido que a casa da vó significa uma história a mais e um docinho escondido, do mesmo jeito que aprendem que a creche tem o próprio jeito de fazer as coisas. Essa flexibilidade é saudável, e não confusa, desde que as coisas importantes continuem firmes em todo lugar. Escolher não fiscalizar cada pequeno mimo mantém a relação calorosa e guarda a sua influência para quando realmente importa.

Problemas, em particular e com gentileza

Se um avô ou uma avó passar do limite em algo que importa, fale longe da criança e longe do momento. Uma palavra tranquila depois, "percebi que a criança tomou suco antes do jantar e depois não quis comer, a gente pode deixar só água antes?", funciona muito melhor do que uma correção em público. Corrigir os avós na frente da criança desautoriza os avós e ensina à criança que os adultos estão divididos. Mantenha a discordância entre os adultos e mostre uma frente unida para a criança.

A segurança fora de discussão

Algumas coisas simplesmente não estão em negociação, e é mais gentil deixar isso claro desde o começo. Sono seguro, uso correto da cadeirinha, remédios e perigos fora do alcance e qualquer alergia ou necessidade médica estão firmemente nessa categoria. Apresente esses pontos não como preferências suas, mas como as orientações de segurança atuais, que todos que cuidam da criança seguem. A grande maioria dos avós quer, acima de tudo, manter o neto seguro, e recebe bem uma explicação clara e calma do que isso significa hoje.

Dê aos avós um papel especial deles

A relação funciona melhor quando os avós não são só fiscais das suas regras, mas pessoas com algo único a oferecer. Incentive as histórias, o bolo feito junto, os passeios, a história da família que só eles podem passar adiante. Quando os avós se sentem valorizados pelo próprio vínculo com a criança, ficam muito mais tranquilos para respeitar os seus limites, porque não têm medo de ser deixados de lado. Avós seguros e reconhecidos colaboram.

Quando as discordâncias são profundas

A maioria das diferenças de regra é pequena e se resolve com uma conversa carinhosa. De vez em quando, não. Se um avô ou uma avó ignora repetidamente um limite de segurança de verdade, se as discordâncias estão causando um desgaste real na família ou se você sente que a sua criação está sendo desautorizada o tempo todo, vale uma conversa mais séria e sincera, e às vezes algum apoio de fora. O pediatra, um psicólogo ou um serviço de apoio à família podem ajudar a pensar no assunto. Ficar firme na segurança e no bem da criança é tarefa sua, mesmo quando é desconfortável.

Vocês não vão concordar em tudo, e não precisam. Mantenha firmeza e clareza no punhado de coisas que mantêm a criança segura e tranquila, deixe os pequenos mimos fazerem parte da magia de ter avós e embrulhe tudo no amor que todo mundo ali sente de verdade.

Para guardar: Combinar regras com os avós funciona quando você fica firme na segurança, explica os motivos, deixa os pequenos mimos passarem e valoriza o papel especial dos avós.

NHS, Reduce the risk of sudden infant death syndrome (SIDS)

AAP HealthyChildren.org, Grandparents