Giz de cera, giz ou canetinha: o material de desenho certo para cada idade
Parado no corredor da papelaria, você se pega num dilema inesperado. Grosso ou fino? Lavável ou não? Giz que quebra ou canetinha que mancha? Na verdade, escolher o material de desenho é uma questão de combinar a ferramenta com as mãos da criança, com o que é seguro para ela e com o jeito que ela gosta de rabiscar agora. Veja como pensar nisso fase por fase.
Antes de um ano e meio: grosso e seguro
Quem está começando a rabiscar segura com a mão inteira e aperta com força, então precisa de algo que não quebre e que seja grande demais para engolir. Giz de cera grosso, giz em formato de ovo ou os jumbo laváveis combinam com essa fase. Nessa idade a criança ainda leva tudo à boca, e por isso escolher material grosso e atóxico é uma questão de segurança, não de gosto. Deixe de lado o que for fino ou tiver peças pequenas que soltam, e fique pertinho enquanto a criança explora.
De um ano e meio a 3 anos: a vez do giz de cera
Essa é a época de ouro do giz de cera. A criança está fortalecendo os músculos pequenos da mão que depois vão segurar o lápis, e os gizes curtinhos ajudam de verdade. Giz quebrado não é problema para consertar: um toquinho faz os dedos irem naturalmente para uma pegada mais madura. O giz triangular não sai rolando da mesa toda hora e é mais fácil de firmar. Ofereça papel grande para os movimentos amplos de braço e espere uma energia que convida a desenhar na parede; melhor direcionar para uma folha presa na mesa com fita.
O giz no quintal e na calçada
O giz é uma ótima próxima etapa, principalmente ao ar livre. O giz grosso de calçada faz um traço forte e gostoso e sai com a chuva ou com um balde de água, o que tira toda a tensão da sujeira. Desenhar numa superfície em pé, como um muro, ou no chão trabalha o ombro e o punho de um jeito muito útil. O pó do giz pode irritar se a criança coçar os olhos, então lavar as mãos depois é uma boa ideia. Como em qualquer material, confira se a embalagem diz que é indicado para crianças pequenas.
Canetinha: encanta, mas tem um porém
A canetinha fascina porque desliza fácil e solta cor viva quase sem esforço, o que pode dar um empurrão de confiança para a criança que cansa de fazer força com o giz. O porém é a sujeira e as tampinhas pequenas. Prefira canetinhas laváveis feitas para crianças, fique de olho nas tampas, que oferecem risco de engasgo, e apresente o material onde a superfície possa ser limpa. Muitas famílias acham que a canetinha funciona melhor como um programa com adulto junto do que liberada o dia todo, pelo menos até a novidade passar.
A ferramenta certa para cada pegada
Um princípio que vale para todas as idades é reparar em como a criança segura as coisas e oferecer o que combina com aquela fase. Os menores, que seguram com a mão fechada, se dão bem com material grosso e resistente. Quando a criança começa a usar os dedos com mais precisão, gizes mais finos e lápis passam a ser possíveis e ajudam a refinar o controle. Não precisa forçar a pegada "certa" cedo: a ferramenta adequada na hora certa ajuda mais do que a correção, que pode transformar o desenho num sacrifício.
Cuidados que valem para qualquer idade
Seja qual for a escolha, alguns hábitos de segurança acompanham toda a primeira infância. Procure a indicação de atóxico e a faixa etária na embalagem. Mantenha tampas de canetinha, toquinhos de giz pequenos o bastante para engolir, apontadores e qualquer peça miúda longe de bebês e crianças pequenas, porque objetos pequenos estão entre as principais causas de engasgo. Acompanhe de perto a hora da arte das crianças menores de 3 anos e guarde os materiais mais arriscados fora do alcance entre uma sessão e outra. Versões laváveis de tudo facilitam a vida e trazem tranquilidade.
Deixe a criança opinar
Crianças costumam ter preferências fortes, e respeitar isso mantém o desenho prazeroso. Uma adora o impacto da canetinha; outra acha o giz de cera calmo e previsível; uma terceira só se anima mesmo com giz no quintal. Você não precisa eleger um vencedor. Oferecer uma pequena seleção que vai mudando, um tipo de cada vez, renova o interesse e mostra o que realmente faz a criança voltar para o papel.
Um kit inicial simples
Se quiser um ponto de partida, comece com giz de cera grosso e atóxico para o dia a dia a partir de mais ou menos 1 ano, inclua giz grosso de calçada para o quintal quando a criança curtir brincar ao ar livre e traga as canetinhas laváveis um pouco mais tarde, com você por perto. Ajuste de acordo com a sua criança, e não com a idade da caixa, porque o desenvolvimento varia muito e o rótulo é só uma referência.
Quando vale conversar com alguém
A escolha do material raramente é assunto de saúde, mas o desenho às vezes dá pistas que merecem atenção. Se a criança continua sem conseguir segurar um giz grosso bem depois dos 3 anos, cansa muito rápido com qualquer ferramenta ou não demonstra interesse nenhum em rabiscar numa idade em que as outras crianças adoram, vale comentar com o pediatra, que pode tranquilizar ou orientar cedo. Na maioria das vezes, porém, a resposta é só deixar o material certo ao alcance e deixar a criança explorar.
Para guardar: Combine o material com a pegada e a segurança da criança: giz de cera grosso primeiro, giz e canetinha lavável um pouco depois, e as preferências dela como guia.