Hora de dançar em família num apartamento pequeno

Você não precisa de estúdio nem de quintal grande para dançar com os filhos. Alguns dos momentos mais felizes da família acontecem nos menores espaços, entre o sofá e a cozinha, com uma música favorita e muita bobeira. Dançar em família num apartamento pequeno só pede um jeito um pouco diferente: um pouco de esperteza com o espaço, um pouco de consideração com os vizinhos e a troca dos grandes saltos por movimentos pequenos e alegres.

Por que dançar junto vale o aperto

Dançar com a criança faz um bem surpreendente. Dá o movimento ativo de que as crianças pequenas precisam, levanta o humor de todo mundo e fortalece o vínculo com uma diversão dividida e cheia de risada. Também ajuda a criança a aprender a se mexer no ritmo, escutar as mudanças e controlar o corpo. Nada disso exige muito espaço. A conexão e a alegria vêm de fazer junto, não do tamanho do chão, o que é ótima notícia quando o chão é pequeno.

Tirando o máximo de um espaço pequeno

Um pouco de preparação transforma um cômodo apertado em pista de dança. Empurre a mesinha de centro para o lado, tire os brinquedos do tapete, e pronto: espaço suficiente para o tipo de dança que as crianças pequenas fazem de verdade, quase toda no lugar. Dancem no maior pedaço livre que vocês tiverem, mesmo que seja só um metro quadrado. Dá também para usar o espaço por etapas, dançando na sala, depois sacudindo pelo corredor, depois balançando de leve na cozinha, e o apartamento inteiro vira o salão.

Danças que cabem num cantinho

Escolha movimentos que ficam no lugar em vez de se deslocar:

  • Movimentos no lugar: marchar, quicar, remexer e balançar os braços.
  • A brincadeira da estátua, em que parar é metade da graça e não precisa de espaço.
  • Dança em câmera lenta, com movimentos grandes e controlados que ocupam pouco chão.
  • Só a parte de cima: dançar com mãos, ombros e cabeça, sentados ou ajoelhados.
  • Danças de "me imita", revezando quem puxa um passo que todo mundo apertado consegue seguir.

Dançar em família num apartamento pequeno funciona melhor quando os movimentos são contidos, expressivos e um pouco bobos.

Gentileza com os vizinhos

Morar perto dos outros pede um pouco de cuidado com o barulho, principalmente o do tipo pisada forte, que atravessa o chão. Mantenha a música num volume simpático, prefira movimentos suaves a pulos e pisões pesados e preste atenção no horário, evitando dança agitada tarde da noite ou muito cedo. Um tapete macio embaixo ajuda a abafar o som. Vistos de forma positiva, esses cuidados não são uma lista de proibições, e sim um jeito de manter o vizinho de baixo sorrindo em vez de reclamar com o síndico.

Segurança dentro de casa

Espaços pequenos têm quinas duras, então uma olhada rápida compensa. Tire do caminho o que quebra, repare nas quinas de mesas e estantes e prefira meias antiderrapantes ou pés descalços a meias lisas num piso escorregadio. Fique de olho na criança que gira e cambaleia em direção aos móveis. Com um pedaço livre e um minuto de cuidado, dançar dentro de casa é perfeitamente seguro, e o espaço apertado até ajuda, mantendo todo mundo perto e fácil de acompanhar.

Os limites viram brincadeira

As limitações de um apartamento pequeno podem render as melhores brincadeiras. Experimente a "dança pequenininha", para ver quem faz os menores movimentos possíveis, o que é engraçado e bom para os vizinhos. Brinquem de estátua, em que ficar imóvel é o objetivo. Façam o desafio de "dançar dentro do bambolê" ou "dançar em cima desta almofada", em que a criança precisa manter os pés num lugar só. Essas brincadeiras transformam o pouco espaço em vantagem e muitas vezes rendem mais risada do que um salão enorme.

Cabendo na vida da família

Como precisa de tão pouco, a dança pode aparecer a qualquer hora. Dois minutos de remelexo de manhã para acordar todo mundo, uma pausa para dançar quando a criança pequena estiver irritada ou um balanço suave como parte da desacelerada antes de dormir. Deixe duas ou três músicas favoritas sempre prontas. Momentos curtos e frequentes de dança combinam muito mais com a vida em apartamento do que grandes sessões de vez em quando, e espalham alegria e movimento pelos dias comuns.

Uma observação gentil sobre o desenvolvimento

Dançar é uma boa janela para o movimento e a escuta, e as crianças variam muito no jeito de se envolver, então não existe padrão a cumprir. Se a criança não reage à música com o tempo, parece não ouvir você, não se mexe nem participa como seria esperado para a idade ou perde habilidades de movimento que tinha, vale comentar com o pediatra. Fora isso, simplesmente curta o remelexo pelo que ele é.

Para levar com você

Uma casa pequena não impede uma vida de dança rica em família. Libere um pedacinho, mantenha os movimentos no lugar e gentis com os vizinhos, transforme o aperto em brincadeira e dancem em momentos curtos e felizes ao longo do dia. A mágica nunca esteve nos metros quadrados. Sempre esteve na música dividida, nos passos bobos e na proximidade de dançar junto.

Para guardar: Libere um pedacinho do chão, mantenha os movimentos no lugar e gentis com os vizinhos e dancem em momentos curtos e alegres: a proximidade importa mais do que o espaço.

WHO, Guidelines on physical activity, sedentary behaviour and sleep for children under five

UNICEF, How play helps children's development