Experiência com som para crianças: sentindo as vibrações com objetos de casa
Estique um elástico entre os dedos da criança, puxe e solte, e veja o elástico ficar borrado enquanto um som de "toim" enche o ar. Peça que a criança encoste nele enquanto soa, e ela vai sentir a coceirinha na ponta do dedo. Esse tremorzinho é o segredo por trás de todo som que ela já ouviu. Com algumas coisas da casa, você pode ajudar a criança a descobrir que o som é algo que dá para sentir, além de ouvir.
Por que o som fascina as crianças pequenas
As crianças vivem cercadas de som desde que nascem, mas de onde ele vem de verdade é um mistério para elas. Fazer barulho de propósito é muito gostoso, de bater numa panela a puxar um elástico, e descobrir que dá para sentir o tremor transforma o barulho simples em investigação de verdade. A ligação entre tato e som é uma pequena revelação que mantém a criança experimentando.
A ideia por trás de todo som
O som acontece quando algo balança muito rápido para lá e para cá, o que chamamos de vibrar. Essas vibrações viajam pelo ar até o ouvido. Um elástico puxado vibra, a pele de um tambor batido vibra, e até a garganta da criança vibra quando ela cantarola de boca fechada. Se você para a vibração segurando o objeto, o som para também. No começo, a criança não precisa da palavra vibração. Precisa sentir o tremor e ligar isso ao barulho.
O que juntar
- Um elástico esticado sobre uma caixinha ou um pote, para fazer uma corda que dá para puxar.
- Um pote ou uma lata com uma bexiga ou um filme plástico esticado em cima, como tambor, com alguns grãos de arroz por cima.
- Uma colher de metal num barbante, um pente, uma garrafa vazia para soprar na boca.
- A própria mão, para encostar de leve na garganta enquanto cantarola.
Objetos comuns da cozinha viram os instrumentos melhores e mais surpreendentes.
Coisas para tentar juntos
Para explorar as vibrações do som com objetos de casa, corram atrás do tremor de jeitos diferentes. Puxem o elástico e encostem logo em seguida para sentir ele tremendo, depois segurem parado e reparem no silêncio. Batam no tambor caseiro e vejam os grãos de arroz pularem, mostrando que a pele está se mexendo mesmo quando o movimento é rápido demais para enxergar. Cantarolem com a mão na garganta e sintam as cócegas. Peça que a criança adivinhe quais objetos vão tremer antes de testar.
O que a criança está aprendendo
Por trás do barulho existe um pensamento cuidadoso. A criança liga uma causa, a vibração, a um efeito, o som, e aprende que parar um para o outro. Observa de perto, vendo o arroz dançar e revelar um movimento invisível. Compara alto e baixo, agudo e grave, e ganha palavras como tremer, chacoalhar, alto, baixinho, agudo e grave. Prever quais objetos vão soar e depois testar dá treino repetido no hábito de experimentar. Descrever os sons com palavras como alto, baixinho, agudo, grave e zumbido amplia o vocabulário, e perceber que um elástico mais esticado ou uma garrafa menor mudam o som apresenta a ideia de que uma mudança leva a outra. É ciência que dá para ouvir e sentir.
Ampliando a investigação
Quando a criança estiver fisgada, aprofunde. Mudem a tensão do elástico e ouçam o som ficar mais agudo ou mais grave. Encham garrafas com quantidades diferentes de água e batam nelas para fazer uma escala. Conversem sobre como um tambor grande soa grave e um pequeno soa agudo. Explorem como o som viaja por um fio fazendo um telefone de copos com barbante. Cada variação mostra que mudar uma coisa, o tamanho, a tensão ou o material, muda o som de um jeito que a criança consegue ouvir.
Protegendo os ouvidos pequenos
A brincadeira com som é segura quando fica suave. Barulho muito alto perto do ouvido pode prejudicar a audição, então afaste a criança de bater forte em metal bem do lado da cabeça ou de colocar som no volume máximo. Mantenha a diversão num nível confortável e faça pausas nas brincadeiras barulhentas. Cuidado também com peças pequenas, porque arroz, elásticos e tampinhas de garrafa podem causar engasgo em bebês e crianças pequenas que ainda levam objetos à boca, então supervisione de perto e guarde tudo depois.
Quando procurar orientação
Isso é aprendizado brincando, sem nada para passar, então mantenha tudo tranquilo. Ainda assim, você conhece a sua criança melhor do que ninguém. Se você percebe que a criança não parece reagir a sons, não se vira para as vozes ou não se assusta com barulhos altos como você esperaria, ou se tem preocupações mais amplas com a audição ou a fala dela, comente com o pediatra. A audição é fácil de avaliar, e levantar uma preocupação cedo é sempre sensato e bem recebido.
Para levar com você
Explorando as vibrações do som com objetos de casa, a criança descobre que todo som começa com algo tremendo, um movimento que ela consegue sentir e até ver quando o arroz dança no tambor. Ela observa, compara e prevê, tudo isso fazendo uma barulheira feliz. Junte um elástico, um pote e uma colher, convide um palpite ou dois e deixe a criança sentir o tremor por trás do barulho.
Para guardar: Use um elástico, um tambor caseiro e a própria garganta da criança para ela sentir e ver as vibrações por trás do som, mantendo o barulho suave e as peças pequenas longe da boca.
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