Como bloquear compras no aplicativo feitas sem querer pela criança
Um joguinho alegre pede à sua criança de três anos que toque num botão brilhante para ganhar "mais diamantes", e como tocar é exatamente o que o aplicativo inteiro ensinou a fazer, ela toca. Minutos depois, a confirmação de pagamento chega no seu email. Essa é uma das surpresas mais comuns e estressantes de entregar um tablet a uma criança pequena, e a boa notícia é que quase sempre dá para evitar com algumas configurações e um pouco de atenção a como esses aplicativos são feitos.
Por que crianças pequenas são alvos fáceis
Muitos aplicativos infantis gratuitos ganham dinheiro com compras dentro do jogo, e o design deles se apoia em impulsos que uma criança pequena ainda não consegue segurar. Botões brilhantes, cronômetros, personagens tristes até você "ajudar" e recompensas a um toque de distância não são acaso. Entender que o design está fazendo o trabalho dele ajuda você a parar de culpar a criança, que está só respondendo exatamente como a tela quer. Para bloquear as compras no aplicativo feitas pela criança, você está, na verdade, enfrentando um design esperto, e não uma criança levada.
Feche primeiro o caminho do pagamento
O passo mais eficaz de todos é exigir senha, digital ou reconhecimento de rosto para toda compra, e nunca deixar que essa confirmação fique lembrada. Nos dois grandes sistemas, isso fica nas configurações de compras ou de controle da família. Quando a porta para o cartão salvo fica trancada atrás de uma etapa de adulto todas as vezes, um toque perdido não consegue completar a compra. Só isso já bloqueia as compras feitas pela criança na grande maioria dos casos.
Use os controles de família que já vêm no aparelho
A Apple e o Google oferecem ferramentas gratuitas de controle da família ou dos pais que deixam você bloquear totalmente as compras no perfil de uma criança, exigir aprovação no celular de um adulto antes de qualquer compra e definir limites de idade para downloads. Criar uma conta própria para a criança, em vez de entregar o seu aparelho já logado, dá a você um conjunto de botões mais limpo e mantém os seus aplicativos de adulto e os atalhos de pagamento longe das mãozinhas.
Tire a tentação do cartão salvo
Se uma forma de pagamento não precisa ficar guardada no aparelho que a criança usa, tire. Um tablet sem cartão cadastrado simplesmente não consegue gastar dinheiro, seja qual for o botão apertado. Nos aparelhos compartilhados, pense em usar saldo de cartão presente em vez de um cartão do banco vinculado, para que qualquer gasto tenha um teto pequeno e conhecido, e não fique em aberto.
Escolha apps que não vendem para crianças
Prevenir fica mais fácil quando o aplicativo não foi feito, desde o começo, para arrancar dinheiro. Antes de baixar, dê uma olhada na página da loja em busca de avisos como "oferece compras no app" e leia algumas avaliações recentes que falem de custo. Aplicativos pagos sem compras internas, ou serviços de assinatura bem avaliados feitos para crianças pequenas, muitas vezes trazem uma experiência mais tranquila do que um jogo "grátis" lotado de convites a comprar. A AAP incentiva escolher conteúdos de qualidade e com pouca propaganda para essa idade, e esse instinto protege a sua carteira tanto quanto a atenção da criança.
Fique de olho no design que manipula
Mesmo em aplicativos razoáveis, repare nos recursos que empurram para o gasto. Cronômetros regressivos, personagens "por tempo limitado", baús de prêmios surpresa e moedas confusas de propósito empurram a criança a tocar. Se um aplicativo que a criança adora estiver cheio disso, é razoável trocar por algo mais suave. Você não está privando a criança de nada, está tirando um ciclo parecido com o de uma máquina de cassino, com o qual nenhuma pessoa pequena está pronta para lidar.
Fale sobre isso com palavras simples
Lá pelos quatro ou cinco anos, dá para começar a dar nome ao que está acontecendo. Uma explicação curta e concreta funciona bem, como "alguns jogos tentam enganar a gente para comprar coisas, e só os adultos dizem sim para comprar". Isso planta uma primeira semente de educação para as mídias sem assustar a criança. Mantenha o tom natural, porque o objetivo é entender, e não sentir culpa.
Se uma compra escapar
Erros acontecem até com os pais mais cuidadosos, e uma cobrança acidental não é um desastre. A Apple e o Google têm processos para pedir reembolso e muitas vezes aprovam compras acidentais de verdade feitas por crianças, principalmente na primeira vez. Aja rápido, guarde o email de confirmação e use o episódio como lembrete para apertar a trava de pagamento, para a mesma brecha não se abrir de novo.
Uma conferida rápida nas configurações para fazer hoje
Tire cinco minutos para confirmar três coisas. Primeiro, que as compras exigem senha ou biometria de adulto toda vez. Segundo, que a criança usa um perfil ou um aparelho com limites fortes de compra ou sem cartão salvo. Terceiro, que você reconhece os aplicativos instalados e deu uma olhada no que eles vendem. Fazer essa conferida de tempos em tempos é a rotina mais simples para que as compras feitas pela criança não virem uma dor de cabeça recorrente.
Na medida certa
Nada disso precisa transformar o tempo de tela numa operação de segurança. Depois que o caminho do pagamento estiver trancado e os aplicativos forem escolhidos com cuidado, você pode relaxar com os botões que a criança aperta, porque o pior que um toque perdido consegue fazer é nada. Essa calma é o objetivo de verdade, e deixa você livre para cuidar do conteúdo e do tempo, em vez de vigiar cada tela.
Para guardar: Tranque toda compra atrás de uma senha de adulto, use os controles da família, tire os cartões salvos do aparelho da criança e escolha aplicativos que não foram feitos para vender, para um toque perdido nunca gastar dinheiro de verdade.
AAP HealthyChildren, Healthy Digital Media Use Habits for Babies, Toddlers and Preschoolers
NHS, Physical activity guidelines for children under 5 years