A importância do brincar no desenvolvimento infantil

Brincar e se desenvolver andam juntos porque a brincadeira dá à criança pequena um motivo para treinar. Esticar a mão para pegar um paninho usa a visão e o movimento. Esconder o paninho cria um problema para pensar. Devolver convida à comunicação. Um momento simples pode envolver várias áreas do desenvolvimento sem virar aula.

Brincar deixa a criança testar ideias com segurança

Quando o bebê joga a colher no chão várias vezes, está aprendendo sobre som, distância e a reação do adulto. Quando a criança pequena enche e esvazia um pote, explora tamanho, causa e efeito e planejamento dos movimentos. A repetição pode cansar os adultos, mas ajuda a criança a comparar um resultado com o próximo.

O seu papel muda durante a brincadeira

  • Observe primeiro, para saber o que a criança está explorando.
  • Entre com um comentário ou uma imitação, sem tomar conta.
  • Ajude só o necessário para o problema continuar possível.
  • Volte a se afastar quando a criança tiver uma ideia nova.

A brincadeira conduzida pelo adulto também tem o seu lugar, principalmente para segurança, rotinas novas e as brincadeiras da nossa cultura, como as cantigas de roda. Uma mistura saudável inclui momentos em que você conduz, momentos em que a criança conduz e momentos de exploração independente com você por perto.

Materiais com mais de uma resposta

Caixas de papelão, potes, panos, blocos, colheres e livros cartonados podem ser usados de muitos jeitos. Combine os objetos com a idade e acompanhe de perto. Evite peças pequenas, cordões compridos, pontas afiadas e materiais que possam ser engolidos. O valor vem da interação, e não do preço do brinquedo.

Saiba a hora de terminar

A brincadeira é mais útil enquanto o desafio é possível. Se a criança vira o rosto várias vezes, chora, joga todos os objetos longe ou se desorganiza, simplifique ou pare. Descanso e colo não são tempo de aprendizado perdido. Eles ajudam a criança a voltar pronta para se envolver.

Uma atividade pode apoiar várias áreas

Pense num bebê esticando a mão para uma colher de pau. O corpo se ajusta e a mão se abre, o que apoia o movimento. O bebê vê o que acontece quando a colher bate no chão, o que apoia o aprendizado de causa e efeito. Um adulto diz “Caiu!” e devolve, acrescentando linguagem e a troca de vez. O desenvolvimento é integrado, mesmo que as listas separem as habilidades em categorias para ficar mais claro.

Pais e mães não precisam dar um objetivo educativo a cada brincadeira. O valor muitas vezes vem da participação ativa da criança e da troca responsiva em volta dela.

Observe, entre e amplie

  • Observar: espere o suficiente para ver o que a criança está tentando fazer.
  • Entrar: imite uma ação ou acrescente um comentário sem mudar o objetivo.
  • Ampliar: quando a atividade estiver fácil, acrescente uma pequena variação.

Se a criança está enfileirando potes, entrar pode ser colocar um pote no fim da fila. Ampliar pode ser oferecer um pote de outro tamanho. Montar uma torre no lugar trocaria a ideia da criança pelo plano do adulto.

Cada tipo de brincadeira tem os seus pontos fortes

A brincadeira física treina equilíbrio e controle do corpo. Brincar com objetos desenvolve exploração e resolução de problemas. O faz de conta deixa a criança representar experiências e papéis. Músicas e brincadeiras de roda constroem antecipação e a troca de vez. A brincadeira criativa oferece escolhas sem uma única resposta certa. A criança não precisa de todos os tipos todos os dias.

A repetição é onde o aprimoramento acontece

Os adultos reparam na novidade, mas as crianças muitas vezes aprendem fazendo a mesma coisa de novo. A repetição deixa o padrão básico previsível o bastante para a criança perceber um detalhe menor. Deixe a atividade conhecida continuar conhecida por várias rodadas antes de mudar algo. Isso ajuda especialmente as crianças que precisam de mais tempo para processar a linguagem ou as informações sensoriais.

Escolha brinquedos pelo que a criança consegue fazer

Um brinquedo útil deixa a criança agir. Potes podem ser segurados, enchidos, encaixados e escondidos. Um paninho pode ser olhado, puxado e usado no cadê, achou. Brinquedos com um botão e um resultado automático podem prender a atenção, mas oferecem menos decisões. Faça rodízio de uma pequena seleção, em vez de deixar tudo à mostra.

A brincadeira pode ser adaptada sem perder valor

Uma criança com uma diferença de movimento, sensorial, de audição ou de visão pode precisar de materiais em outra posição, mais contraste, um ambiente mais calmo ou pegadores adaptados. Mantenha o propósito da brincadeira e mude o acesso. Peça ideias à equipe de profissionais que acompanha a criança para apoiar a participação, sem transformar cada interação em terapia.

Quando brincar fica difícil

Converse sobre preocupações que persistem se a criança raramente explora, tem muito poucos jeitos de se comunicar durante a brincadeira, fica intensamente aflita com a maioria das oportunidades de brincar ou perde habilidades. Considere também barreiras práticas, como cansaço, dor, audição, visão e um ambiente agitado demais. Observar em vários ambientes informa mais do que uma única sessão de brincadeira num lugar desconhecido.

Uma boa pergunta para fechar é se a criança teve espaço para fazer uma escolha. A escolha pode ser tão pequena quanto decidir o objeto, a ação ou o momento de dizer que a brincadeira acabou.

Para guardar: Em vez de perguntar “O que eu devo ensinar?”, experimente “O que a minha criança está tentando descobrir?”. Essa pergunta muitas vezes revela o melhor próximo passo.

American Academy of Pediatrics, Promoting Safe, Secure, Nurturing Relationships

UNICEF, Care for Child Development